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sábado, 15 de outubro de 2016

Otimista X Pessimista

E como está seu copo? Meio cheio, meio vázio? Cheio de que?

Este conto roda mundo por aí, história que o povo conta e nos encanta:
"Havia em uma fazenda uma criação de cordeirinhos e um deles era, coitado, perneta. Sempre era o mais excluído da galera. Era, de fato, a "ovelha negra".
O dono da fazenda tinha três filhos. 

O mais velho era pessimista, o do meio era realista e o mais novo era otimista.
Eis que surge o mais velho e diz:
- Esse cordeirinho não vale muito dinheiro. É perneta coitado, não é bom de mercado. É um inútil.
Mas pouco tempo depois, o do meio disse para o pai.
- Pai, sei que pensa em vender o cordeirinho perneta, mas infelizmente, devo-lhe dizer que será difícil, embora não impossível, conseguir um bom dinheiro nele. Apesar de perneta, ele tem o pelo bom e é de raça. Seria bom tentar, mas não vá com esperança.
Aí o mais novo, que quase sempre é o mais felizinho, diz no exato momento para o pai:
- Pai, o senhor vai vender o cordeirinho? É um excelente cordeirinho, vai conseguir um bom dinheiro nele! Aposto que juntará diversos compradores em torno do senhor e lhe darão o maior valor possível.
Eis que o pai ouviu os 3 e rumou para a cidade para vender o cordeiro. Passam-se dois dias e eis que surge o velho em meio ao horizonte, sem o cordeiro, mas com um largo sorriso. Aí o pessimista pergunta:
- Pai, conseguiu vender aquele cordeiro inútil? Aposto que lhe pagaram uma mixaria nele.
O realista:
- Pai, o senhor demorou, Conseguiu vendê-lo? Espero que sim, a procura não deve ter sido em vão.
E o otimista.
- Pai, o senhor vendeu o cordeirinho? Aposto que lhe pagaram milhares de contos de réis nele (essa história é do século XVII ou XVIII, quiçá alguma outra época que use como moeda os contos de réis).
O pai olha pra todos os filhos e diz, em alto e bom som:
- Não consegui vender.
- Por que, ninguém quis?
- Não, no meio da estrada me deu fome e como não havia local para parar e comer, matei e fiz uma churrascada dele. Eis que vinham passando três camponeses e se juntaram pra comer comigo.
- Que bom pai. O senhor fez caridade!
- Bom uma ova! Eram 3, e cada um comeu uma coxa! Fiquei com o pescoço! - E ainda cuspiu no chão dizendo: - CARNE RUIM DOS INFERNOS!





Foto via internet

    Cada um dá do que o coração está cheio!


domingo, 6 de março de 2016

Eu falo das casas e dos homens,


Eu tenho uma forte ligação com a casa na qual moro. 

Ela passa a ter a "minha cara" e eu me torno ela. Amo ficar em casa, amo mesmo.

Aprendi com minha Mãe as primeiras lições de como cuidar da casa, como limpar, como decorar, como ter as contas pagas.

Sonhei minha primeira casa quando tinha 18 anos. Desenhei as janelas, uma escada, sempre quis um quarto no alto, mais perto das estrelas, do céu (logo eu que hoje sofro pra subir escadas) e flores no jardim. Ficou só no papel, só na imaginação.

Minha casa só tive muitos anos mais tarde. Nela não havia escada para um andar superior, apenas degraus entre os cômodos. 

Eu pintei uma faixa com letras coloridas no quarto das crianças e uma com arabescos na sala. Era meu modo de colorir a vida, pois dias negros me rondavam a alma.

Passaram-se os dias ruins e também passei a casa adiante, saímos dela pra sempre

Sentimos saudades de histórias vividas lá, de alguns vizinhos, de esperanças jamais concretizadas, do tempo em que acreditei em algumas pessoas e num amor.

Hoje moramos onde os pássaros cantam ao amanhecer, temos um pé de acerola que lhes serve de ninho, abrigo e os alimenta. Nonna Maria, a vizinha, me fala: "Esses passarinhos comem muitas acerolas" e eu respondo "Não se preocupe, tem frutas o bastante pra eles e pra nós". Como eu poderia gostar do canto deles e nem comida lhes dar? O ar aqui é mais gelado, estamos mais perto da Serra do Mar. Perto da área rural de Joinville. Menos asfalto e mais verde. Que bom!



Quem adentra nesta casa logo percebe que ela é única. Tem flores de papel coladas em torno das portas, tem coleção de bules pegando pó em cima dos armários, tem paredinha de tijolos que eu e Vini adicionamos pra alargar a cozinha, tem prateleiras abertas que abrigam diversas coleções e muitas quinquilharias, às vezes retratos, às vezes louças.

Não é casa repetida, os móveis que temos aqui mais ninguém tem. São únicos, foram recolhidos ou comprados em brechós , vindos de várias cidades do Brasil, aqui aportam e tomam acento, aqui moram junto com a gente. Vão pegando o nosso jeito, vão transformando esta casa em lar.

Por isso me causa estranheza e muita tristesa lembrar das pessoas da cidade de Mariana de Minas Gerais e daquele espaço todinho tomado pela lama.

Tantas pessoinhas com suas histórias interrompidas: sem suas cozinhas onde passavam o café e coziam seus feijões. Sem os quartos que lhes abrigava o sono, os sonhos e os amores. Sem suas salas pra receber amigos, contar causos, ralhar com meninos arteiros. Sem seus quintais de roseiras, laranjeiras e as malditas ervas-daninhas. Sem as varandas dos primeiros beijos roubados, corados ou doados. Sem suas roupas domingueiras, sem a cadeira de balanço ou o banco, mesmo manco. Sem suas fotografias (chorei quando li sobre a moça que estava triste por ter perdido a única foto de sua mãe já falecida).  Sem porto, sem referência, sem endereço.

Perderam tudo. 

Ah, mas estão vivos, há quem diga. 
Sim. Estão vivos, que bom!!! Na vida tudo se reconstrói, tudo o que é bem material aos poucos a gente recupera. 

Mesmo assim é muito triste saber que essas pessoas estão ainda ao léu. 
Ainda não começaram a reescrever e a chamar de seu cantinho um pedaço desse mundão.

Encontrei na internet o poema "Eu falo das casas e dos homens" do poeta português Adolfo Vítor Casais Monteiro, escrito sobre os horrores da guerra, mas que serve pra sofrida gente de Mariana.


"Eu falo das casas e dos homens, 
dos vivos e dos mortos: 
do que passa e não volta nunca mais... 
Não me venham dizer que estava materialmente 
previsto, 
ah, não me venham com teorias! 
Eu vejo a desolação e a fome, 
as angústias sem nome, 
os pavores marcados para sempre nas faces trágicas 
das vítimas. 
E sei que vejo, sei que imagino apenas uma ínfima, 
uma insignificante parcela da tragédia. 
Eu, se visse, não acreditava. 
Se visse, dava em louco ou profeta, 
dava em chefe de bandidos, em salteador de estrada, 
- mas não acreditava! 
Olho os homens, as casas e os bichos. 
Olho num pasmo sem limites, 
e fico sem palavras, 
na dor de serem homens que fizeram tudo isto: 
esta pasta ensanguentada a que reduziram a terra inteira, 
esta lama de sangue e alma, 
de coisa a ser, 
e pergunto numa angústia se ainda haverá alguma esperança, 
se o ódio sequer servirá para alguma coisa... 
Deixai-me chorar - e chorai! 
As lágrimas lavarão ao menos a vergonha de estarmos vivos, 
de termos sancionado com o nosso silêncio o crime feito instituição
e enquanto chorarmos talvez julguemos nosso o drama, 
por momentos será nosso um pouco do sofrimento alheio, 
por um segundo seremos os mortos e os torturados, 
os aleijados para toda a vida, os loucos e os encarcerados, 
seremos a terra podre de tanto cadáver, 
seremos o sangue das árvores, 
o ventre doloroso das casas saqueadas, 
- sim, por um momento seremos a dor de tudo isto... 
Eu não sei porque me caem as lágrimas, 
porque tremo e que arrepio corre dentro de mim, 
eu que não tenho parentes nem amigos na guerra, 
eu que sou estrangeiro diante de tudo isto, 
eu que estou na minha casa sossegada, 
eu que não tenho guerra à porta, 
- eu porque tremo e soluço? 
Quem chora em mim, dizei - quem chora em nós? 
Tudo aqui vai como um rio farto de conhecer os seus meandros: 
as ruas são ruas com gente e automóveis, 
não há sereias a gritar pavores irreprimíveis, 
e a miséria é a mesma miséria que já havia... 
E se tudo é igual aos dias antigos, 
apesar da Europa à nossa volta, exangue e mártir, 
eu pergunto se não estaremos a sonhar que somos gente, 
sem irmãos nem consciência, aqui enterrados vivos, 
sem nada senão lágrimas que vêm tarde, e uma noite à volta, 
uma noite em que nunca chega o alvor da madrugada..."


Foto 1: Nossa casa no Jarivatuba 
Foto 2: Nossa casa em Pirabeiraba
Foto 3: Cidade de Mariana, via internet

segunda-feira, 13 de maio de 2013

M A M Ã E

Minha mmmaaammmiii

Toda minha gratidão por tudo que ela me ensinou. 
Não é possível numerar todas essas coisas, mas muitas vezes me vejo lembrando do instante preciso em que aprendi algo com ela. 
Por vezes apenas vejo em algum lugar algo parecido com o que ela fazia ou dizia (exemplo: um lindo ponto de bordado já é o suficiente pra despertar a lembrança).
SAUDADES! 
Muita saudades!




Foto de álbum da minha família onde mamãe está com o meu irmão Wili, já grávida de mim, sendo que a data desta foto não é certeira, mas provavelmente entre dezembro de 1961 até fevereiro de 1962

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Neste momento (edição nº 33)


"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre...



































foto álbum da Família

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Neste Momento ( edição Nº 32)


"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 


SEJA ESTE UM DIA FELIZ!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Neste Momento ( edição Nº 31)


"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Neste Momento (edição 29)


"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Neste Momento (edição nº 26)

"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido


Novamente me vejo impossibilitada de escolher apenas uma única foto. Estas 2 fotos  fazem parte de uma sequência, não consegui separá-las.











sexta-feira, 22 de junho de 2012

Neste momento (edição nº 24 )

"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido


B  O  M         D  I  A  !

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Irmãos e Amigos

 

...todas as coisas são um milagre

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo. 

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará. 
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.

Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:

Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

(Nesta postagem se vê eu e meus irmãos em duas fotos do álbum de minha família)
 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Neste Momento (edição 22)


"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Neste Momento ( edição Nº 20)


 "As mais lindas
  frases de amor 
  são ditas no 
  silêncio de
  um olhar"
 Autor desconhecido





                 Imagem via internet

"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 
Autor desconhecido



 foto álbum da Família Poffo

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Neste Momento ( edição Nº 19)

"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. Um momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 
autor desconhecido

 foto álbum da Família Poffo

terça-feira, 17 de abril de 2012

Educai as crianças

.


EDUCAI AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO PUNIR OS HOMENS!




Respeito aos Mais Velhos
Há muito tempo, existiam três amigos – um elefante, um macaco e um pássaro – que viviam perto de uma árvore de Fiqueira-de-bengala (Ni-kiu-lu). 
Eles comentavam entre si: 
“Devido ao fato de nós três nos abrigarmos perto desta árvore, é necessário que nos respeitemos mutuamente, mas precisamos saber quem de nós é o mais velho morador deste local”. 
O macaco e o pássaro perguntaram ao elefante: 
“Até onde vão as suas lembranças?” 
O elefante respondeu: 
“Lembro-me de que, quando eu era jovem, esta árvore alcançava o meu ventre.” 
E macaco e o pássaro disseram:
"Você é bem velho."
O elefante e o pássaro fizeram a mesma pergunta ao macaco, que respondeu: 
“Lembro-me de que, quando era jovem, levantando a mão eu alcançava o topo desta árvore.” 
O elefante disse ao macaco: 
“Você é mais velho que eu.” 
O elefante e o macaco perguntaram ao pássaro, que disse: 
“Lembro-me de que, do lado ocidental das montanhas nevadas, havia uma grande Figueira-de-bengala. Eu comi um fruto dele e vim para cá; é em conseqüência disso que a árvore nasceu.” 
Os outros dois disseram: 
“O pássaro é que é o mais velho”. 
O elefante colocou o macaco sobre sua cabeça e o macaco carregou o pássaro sobre as suas costas; andaram juntos no meio dos homens, de aldeia em aldeia e de cidade em cidade, repetindo sempre esta frase: 
"Se um homem tem a capacidade de guardar no seu coração esta lei - respeitar aqueles que são mais velhos -, nesta vida será louvado" ...

“Que os jovens e os velhos se respeitem, se cumprimentem com veneração, que se encontrem e compartilhem as novidades.” 
texto adaptado de autor desconhecido



"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". 
Provérbios 22:6
Gravuras via internet

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Neste Momento ( edição Nº 16 )


Tradução: não importa como você se sente, levante-se, vista-se e mostre-se
 Foto de life_changing

"Uma única foto - sem palavras - a captura de um momento. Um simples momento especial e extraordinário. momento que eu quero fazer uma pausa, saborear e lembrar para sempre..." 

autor desconhecido
Que me perdoem. 
Eu já me perdoei. 
Não tenho como não postar as "duas" fotos. Elas são "gêmeas e insepáraveis"  (rsrsrs...)






sexta-feira, 2 de dezembro de 2011