segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Recolher, juntar e mudar

Não gosto da constância dentro de casa, quero dizer, mudamos os móveis de lugar de vez em quando. O que é da sala muda pro quarto e de um quarto vai pra outro até que algo acabe indo pra sala. 
Pra mim é uma forma de expressar a criatividade, sair da rotina e se renovar.
Talvez a explicação esteja no fato de eu já ter mudado de casa 18 vezes. 







Aos fundos se vê a reforma feita na casa, quando acrescentei varanda,  sala e mais um quarto 





A última mudança foram apenas 3 quadras de distância, da casa da Rua Arno Krelling pra esta, daí carregamos quase tudo numa carretinha que foi emprestada pela Marli, a nova vizinha. 








Usamos uma carretinha parecida com esta (foto via internet)







Foi cansativo, mas também muito divertido, pois na época, mês de novembro de 2003, as crianças colaboravam sem resmungar, ainda não estavam na "aborrescência" e na hora dos móveis e utensílios pesados eu pude contar com a ajuda de meu mano e de um amigo dele.
Já passei por todos os quartos dessa casa, agora falo que só me mudo quando for pra uma casa nova (melhor não anotar isto na parede, posso acabar mudando de ideia e daí a promessa vai por água abaixo, hehe...)








Meus quarto era assim em 2014, gosto muito da cor azul e ela vai continuar na parede. Gosto muito de guirlandas na parede, esta de mini rosas vai ser reciclada.







Estou há dias visitando o Pinterest. Montei 2 pastas com muitas sugestões lindas. 
Meu quarto é azul com móveis brancos e azuis, estou pensando em colocar alguns detalhes na cor rosa pra suavisar e também pra quebrar a monotonia dos tons frios. Se não ficar legal é so trocar tudo novamente
Estou recolhendo objetos pra juntar ao relógio da Tok Stok  que comprei num brechó do Mercado Livre, serão colocados na estante vinda do quarto do Viní pro meu.
Depois das mudanças em meu quarto, vou alterar umas coisas na cozinha também e possívelmente no jardim, sabem como é, uma coisa puxa a outra... 





 Nossa casa em 2013, depois de ser acrescentada mais uma varanda, o muro e a brita na entrada.

Fotos do arquivo pessoal, menos a da carretinha.


domingo, 31 de janeiro de 2016

Mais que esperança, uma certeza





















"Dentro dessa pequena semente, vive as 


raízes, 


galhos, cascas, tronco, folhas, ramos e frutos 


daquela árvore. 


Você não pode ver, sentir, 


ouvir, provar ou cheirar nada disso ainda; no 


entanto, é tudo dentro daquela semente. 


No momento em que a semente está na sua 


mão tudo isso está na sua mão, 


também, a partir 


da raiz, para a casca, a fruta! 


Tudo que você tem a fazer é empurrar a 


semente no solo. 


E o que faz alguém plantar qualquer semente 


de frutas? 


É a crença de que na semente, 


existe a árvore. 


Então, acredite: ter 


uma semente, é ter tudo. -C. JoyBell C.























Fotos de Vinícius Poffo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Com "corte e alma" faço minhas bonecas

Eu olho para os tecidos, lãs, linhas, fitas e um montão de outros materiais (novos ou usados) e vejo muito mais que só um amontoado de quinquilharias, pra mim já tem uma boneca ou um bichinho ali. 

Vou cortando, vou juntando, costurando e vai surgindo o que já "vivia" e só precisava de um empurrãozinho meu pra brilhar.

Sei de histórias lindas dos meus bonecos. Sorrisos que despertaram. Abraços que despertaram.
A Pretinha foi a primeira boneca de uma mulher já adulta, já mãe e avó. Primeira boneca, quanta honra e quanta alegria.
Uma família de coelhos foi surpreender a cliente que pediu um casal e ficou maravilhada ao ver os filhotinhos junto. Era pra mostrar minha gratidão, ela havia me dado roupas velhas pra usar no artesanato e eu amei. gratidão faz disso: cresce dentro da gente e a gente aumenta a quantidade de bonecos, hehe. Cá entre nós, que bom que ela gostou!
E por aí vai. 

Eu não sei vender o que faço. Sei fazer e pronto. Conto sempre com a ajuda da minha mana Ieda e de amigos que divulgam meus trabalhos, que oferecem, que mostram e vendem pra mim. 

Tem boneco que já nasce sabendo onde vão morar, outros parecem dar aquela piscadinha e pornto, a pessoa se apaixona e não consegue viver sem. Leva  pra casa e dá um lar pra criaturinha e de certo que vivem felizes pra sempre, pois nunca ninguém veio me devolver algum.

Mais uma coisa a dizer dos meus bonecos, eles unem as pessoas. Meus ex-coordenador Ademar que notou isso: sempre que eu estava fazendo algo pra ser vendido e o dinheiro revertido em sapatilhas pras alunas carentes, quem estivesse perto de mim, aos poucos, começa a ajudar, franzindo tecidinhos, enrolando lã pros cabelinhos ou fazendo laços e era sempre em meio a boas conversas e risos. Numa das fotos está minha amiga Márcia, mãe de uma das alunas de uma escola onde trabalhei.