segunda-feira, 8 de junho de 2015

... Amor precisa de perdão... amor precisa de AMOR...



Amar se aprende amando


“É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.”(Artur da Távola)
No que a vida nos mostra diariamente, parece que há um consenso: não existem receitas de bolo quando o assunto é amor. Cada um ama de uma maneira, demonstra e manisfesta esse amor também de maneira única. Naturalmente, a vida também nos mostra que, ao longo dos tempos, vão se “criando” regrinhas para o amor – o que eu particularmente acho muito triste e penoso. Mas continua o fato da vida: não existem regras nem receitas para o amor. Até porque no amor cabem tantos sentimentos que ficaria impossível dizer isso ou aquilo sobre o amor que cada um vai dar e receber. Outro fato: o amor sozinho não dá conta. É preciso convocar uma legião de sentimentos e de ações que o sustentem, como o respeito, a confiança, a lealdade, a ética – primeiro cada um consigo mesmo, depois para o outro, pois quem não tem essas questões em si, não poderá ter com o outro, visto que não podemos oferecer o que não temos.
Mas muitas outras questões estão em jogo quando o assunto é amor e uma delas – desculpem-me, mas não posso fugir à colocação dessas questões – é o que cada um individualmente aprendeu e internalizou em sua subjetividade, na constituição primordial de seu psiquismo. Já sabemos que muitos problemas afetivos e relacionais estão ligados às representações de nossa mais tenra idade, lá nos primórdios da nossa existência. Então, a primeira investigação deve passar por aí. Também sabemos que nossos modelos parentais foram os que nos deram as primeiras “aquisições” de nossos sentimentos e eles são as bases de como vamos lidar com os nossos relacionamentos quando adultos. No meio desse caminho e ao longo dele muitas coisas podem acontecer e algumas das que mais trazem consequências posteriores é o fato de poderem surgir rejeições, frustrações e outros sentimentos que não encontraram seu lugar de inscrição no psiquismo e deram lugar ao desamparo psíquico e emocional, que também está na base da constituição da subjetividade.
E ainda precisamos levar em conta que sem um lugar de inscrição no psiquismo, toda a questão da constituição da subjetividade e do afeto principalmente, fica como que “levitando”, sem encontrar “seu lugar”, o que pode causar imensas dores emocionais e uma afetividade completamente comprometida ou distorcida no futuro, gerando grandes dificuldades relacionais verdadeiras e profundas e ainda temos outras frustrações e rejeições da infância e da adolescência – chamada por muitos de “a segunda infância” – que, dependendo do caso e da dinâmica psíquica de cada um podem disparar o gatilho de todas essas questões que, de acordo com o menor ou maior grau de comprometimento, podem inclusive ter sido abolidas da consciência – mas nem sempre – indo para o inconsciente, tamanha a dor, tamanho o choque e até o trauma e, sendo assim, obviamente a pessoa nem se dá conta das questões que o acometeram e nem sequer sabe que foi acometido por algumas dessas questões.
A princípio, para toda relação – e o amor é o que mais precisa dele – o autoconhecimento é fundamental. Quem conhece-se melhor é capaz de lidar melhor também com o outro, com as próprias demandas e com as demandas do outro e da vida e tentar melhor gerenciar tudo isso. Então, voltando ao amor pura e simplesmente – como se ele pudesse ser tão puro e tão simples assim – a questão veemente é que, cada um dá e recebe o que pode, o que consegue. Não existe certo e errado. Podem existir excessos e faltas e ambos devem ser investigados e, se possível, cuidados, mas cada um só pode dar o que tem, o que aprendeu, o que internalizou, o que foi de sua própria constituição. Mas quanto aos milhares de sentimentos convocados para essa tarefa, estão também o autoconhecimento, uma honestidade irrepreensível consigo mesmo e com o outro – naturalmente se não houver nenhuma patologia envolvida – a cumplicidade e a tolerância consigo e com o outro e milhares de questões que vamos aprendendo, porque amar também é aprender. Aprender, dentre várias coisas que, tudo acontece dentro de nós primeiro. Depois podemos ter para oferecer, pois, mais uma vez: ninguém pode oferecer o que não tem. O amor também precisa de cuidados diários… de ambos, sempre.
É aí que a perspectiva de se aprender a amar amando vai ganhando corpo: é somente no dia a dia, com todas as idealizações e, não obstante algumas frustrações e decepções, mas também com todas as possibilidades de transformações, que o verdadeiro amor nasce e encontra terreno fertilíssimo para se desenvolver, amadurecer e seguir forte e bonito. Nessa construção diária o que vemos é que precisamos muito mais que amor somente para que a relação possa se sustentar em bases realmente sólidas. Sim, amor “solamente” não basta. Amor precisa de coragem, de boa vontade e boa dose de ousadia para acontecer, para não cair no lugar comum, para passar pelas provas da convivência e florescer diariamente.
Amor precisa de amor próprio. Amor precisa de respeito, afeto e confiança mútuos e genuínos, precisa de pé no chão – e pé fora dele também. Amor precisa de conversas – conversas sérias, conversas não sérias, conversas boas, muitas conversas. Amor precisa de sinceridade e honestidade inquestionáveis com o outro e principalmente consigo próprio. Amor precisa de retidão de caráter, de ética, de dignidade e de lealdade. Amor precisa de admiração. Amor precisa de comprometimento. Amor precisa de sorrisos largos e gargalhadas soltas. Amor precisa de espontaneidade, de leveza e de autenticidade. Amor precisa de muita afinidade e de sintonia fina. Amor precisa de projetos, planos e sonhos em comuns. Amor precisa de muitas semelhanças e algumas diferenças. Amor precisa de viagem – de carro, de avião, de trem, de navio e até mesmo de viagem sem sair do lugar. Amor precisa de novidades e inovações, mas precisa muitíssimo também da rotina e do cotidiano. Amor precisa de códigos inventados e pactos secretos que só o casal sabe o que significam.
Amor precisa de almoxarifado e lixeira. Amor precisa de perdão. Amor precisa de olhar, de toque, de palavra, de boca, de gestos, de sede, de sofreguidão, de urgência, de paz, de inquietude, de poesia e de silêncio. Amor precisa de mãos dadas, abraços apertados, rostos colados e corpos ardendo de desejo. Amor precisa de busca constante. Amor precisa de sol, de água, de luz e de ar fresco. Amor precisa de revisões e renovações. Amor precisa de recriação. Amor precisa de subjetividade e inconsciente. Amor precisa de pele e química. Amor precisa de individualidade, de um pouco daquela solidão boa e necessária, mas precisa muito mais de cumplicidade, de doação, de entrega, de união. Amor precisa de alma. Amor precisa de amizade, de confidências e de segredos juntos. Amor precisa de cuidados, de carinhos e de adivinhação. Amor precisa de postura bonita e justa quando as opiniões divergirem ou o sangue esquentar. Amor precisa de aceitação e de tolerância, principalmente de cada um em relação a si mesmo. Quem não aceita as próprias imperfeições e não tem tolerância com as próprias limitações, provavelmente não saberá como fazer quando o outro se apresentar dessas maneiras. Amor precisa de muitas estórias juntos para se contar a si mesmo. Amor precisa de sabedoria, de elegância, de beleza e, sobretudo e irrefutavelmente de inteligência.
Em suma, amor precisa de AMOR. Seja como for – porque ninguém vai poder mesmo fugir às loucuras maravilhosas ou doidivanas que o amor traz em si – se você quiser amar – muito ou pouco, para sempre ou não – saiba que dentre toda a literatura a respeito, dentre todos os seríssimos estudos de pessoas altamente capacitadas, dentre todas as teorias e dentre todos os postulados… além, apesar e sobre todas as perspectivas e expectativas, amar ainda se aprende de uma única forma: amando.

 Veruska Queiroz

sábado, 30 de maio de 2015

Ela foi embora.








Ela foi embora. Ouvi dizer que, hoje em dia, ela sempre vai, de todo mundo. Ela desaprendeu a ficar. Cansou. Porque ninguém nunca ficou pra ela, também, ela diz. Tenho aprendido o quão triste é essa coisa de ser quem fica. Porque um dia, eu também fui.

Eu fui e a deixei. Eu não fui valente o suficiente pra ficar porque eu tinha medo desse sentimento que ela me causava. Qual é, caras, vocês devem me entender. A gente não quer se sentir refém de ninguém. A gente gosta de ser livre. Mas, quando eu conheci ela, eu sabia que eu tava ferrado. Ela tinha um desses sorrisos que desarmam qualquer autodefesa, e os olhos dela, ah, os olhos dela. Sempre foi o que mais me encantou. Eles gritavam, mesmo quando a boca dela estava em silêncio. E quase se fechavam acompanhando o sorriso, a deixando parecida com uma dessas japonesinhas que a gente tem vontade de embrulhar e levar pra casa. E eu tinha. Eu embrulhava ela nos meus braços e não queria mais soltar. E ela não se sentia incomodada. Ela se sentia protegida. Com aquela estatura pequena e os olhos escuros me encarando de baixo para cima com toda a doçura do mundo. Ela era doce, mas eu fui amargo demais.


Um dia, ela me pediu pra ficar pra sempre. Enroscada no meu peito, balbuciando de sono. E eu, sempre tão independente e seguro de mim, quando percebi que não fiquei indignado com o convite, surtei. Eu sempre achei tudo isso ridículo. Eu teria sentido nojo e rejeição instantânea por qualquer outra que tivesse me pedido isso. Mas ela pediu e eu nem achei má ideia. Vê se pode? Eu não podia me render assim. Eu tinha uma reputação. Eu tinha as minhas regras. E uma delas era não ficar. Não muito. Não pra sempre. Eu era dono de mim e não precisava que ninguém mais fosse. Então, eu fui embora.


Esperei ela dormir e me desenrosquei daqueles braços tão pequenos. Daqueles cabelos escuros. Daquelas pernas entrelaçadas nas minhas. Olhei pra ela, sonhando, tão inocente, e disse adeus, num sussurro.


Ela já tinha ouvido muito sobre mim. Todo mundo avisou ela. Mas ela dizia que acreditava que eu podia ser diferente. Eu não pude. Eu falhei, de novo. E fui embora. E deixei ela. Eu tentei seguir a minha vida, como fiz em todas as outras vezes que deixei tantas outras garotas. Mas machucar as outras nunca tinha me machucado tanto como fazer isso com ela. Eu sabia que ela era diferente. Eu sabia. Ela sempre me disse que não era como as outras, e ela não era. Ela cantava o dia todo. E ria. E chamava a atenção onde chegava, mesmo tímida, mesmo calada. Ela tinha essa coisa que chamam de presença. Uma doçura, um brilho no olhar. Uma ingenuidade de menina que não sabe ver o mal de ninguém, assim como não viu em mim.


Mas eu fiz questão de mostrar, naquela manhã. Indo embora sem deixar bilhete algum. Eu não consigo imaginar o que ela sentiu ao acordar, mas se doeu tanto quanto me dói hoje acordar sem tê-la ao meu lado, eu sou mesmo um canalha.


Por dias, eu parei meu carro na frente do apartamento dela, tentando ver algum sinal da sua presença. Uma roupa pendurada no varal. Uma carta não lida embaixo do tapete. Mas não encontrei nada. Nem ela. Eu senti tanto a falta dela, cara. Eu saí pelas noitadas tentando abandonar ela em algum canto que não fosse minha memória. Mas a lembrança dela continuava tão impregnada em mim quanto o seu perfume na minha camisa favorita. Que se tornou a minha favorita, justamente por ter o cheiro dela, que tanto me fez falta.


Eu frequentei os restaurantes japoneses favoritos dela e até tentei comer com aqueles palitinhos como ela fazia com tanta excelência e eu morria de rir. Mas eu só queria ver ela lá. Nenhum lugar era o mesmo sem os olhos dela. Felicidade alguma era completa se ela não estava lá pra sorrir também. E eu rio de mim mesmo escrevendo essas coisas e me achando patético, mas eu não me importo mais. Foi por medo de ser patético que eu a perdi. Que eu seja o maior pateta desse mundo aos olhos de qualquer outra pessoa, se ela voltar pra mim.


Se você a encontrar por aí, diz que eu sinto muito. Diz que eu sinto tudo. Eu sinto o arrependimento. Eu sinto a saudade. Eu sinto a falta e o medo. Diz pra ela que ela sempre foi muito melhor do que eu, e que, se eu não tive dó em deixá-la, que ela tenha dó de mim sem ela. Porque eu fico um trapo, cara. Eu fico vazio.


Depois de meses ansiando rever seu rosto, eu a vi, num dia desses, no mesmo botequim que a conheci, tão deslocada e perdida naquela noite de verão. Mas, agora, ela estava diferente. Ela não parecia mais vítima do ambiente, mas o dominava. Ela ria alto e usava batom vermelho. Ela passou pela porta de saída acompanhada com um cara boa pinta e quando esbarrou os olhos em mim, sentado do outro lado da rua, sua expressão mudou imediatamente. Seus olhos, antes iluminados, me encararam apáticos e tristes. Sobretudo, como sempre, ela conseguiu ser doce, porque, mesmo depois de tudo, seu lábio se inclinou ligeiramente em um sorriso de boca fechada. E depois de cinco segundos, seu olhar se desviou da minha direção para entrar no carro do cara que lhe abria a porta, com todo cavalheirismo que eu nunca tive.


Ela foi embora. Dizem que, hoje, ela sempre vai. Ela foi a menina que me transformou em homem. E eu... Fui o cara que causou a dor que a fez virar mulher. E que mulher.

Ghiovana Christini, escritora, mora em São Miguel do Oeste- Santa Catarina 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Desprenda-se e liberte-se

O poço e a pedra..
Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um 

homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.

Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia 

fazer algo por ele.

O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:

- Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem 

afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto 

sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse 

sofrimento, dessa angústia!

O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes 

depois disse:

- Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?

Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:

-Sim, há um poço logo ali, porém não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma 

corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá 

tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima.

O monge, sorrindo, aceitou a ideia e, logo em seguida, encontrava-se dentro do poço.

Pouco depois, veio a voz do monge:

- Pode puxar!

O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir.

Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início.

Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o 

pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se 

passava lá no fundo.

Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que 

havia na lateral.

Por um momento ficou mudo de espanto para, logo em seguida, gritar zangado:

- Ei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, 

logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo.

De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:

-Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar 

agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você.

Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto 

de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse jeito, mesmo que eu ou 

qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.

Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se 

soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que 

o vêm mantendo no fundo do poço.

Desprenda-se e liberte-se.



imagens via net

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Nada é sempre igual

E a vida, aos poucos, vai nos direcionando para o nosso 

melhor;


tira e coloca pessoas na nossa trajetória que farão toda a 


diferença... 


"Uns nos farão crescer, darão a mão (e o coração junto)


enquanto outros, somente nos enraízam, atrasam a 


evolução...


O discernimento só chega quando estamos dispostos a 


mudar, quando o AMOR chega, quando as coisas de sempre 


já não vibram mais...


Uma hora faz o "plim".


E muda tudo. 


E é sutil, assim mesmo.

A gente cresce
.
E o que não está mais ali, não é mais para estar
.
Sem sofrimentos; quem de fato quer nosso bem estará ao 

lado nos passos mais importantes.


O resto, é pequeno e transitório...

                                                                  Carolina Salcides



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Essa caixinha de surpresas chamada vida

Como a vida é surpreendente.
Há alguns dias eu pensava como minha vida estava estável. Mesmo com os problemas rotineiros a vida seguia bem, sem nenhum sofrimento novo, sem notícias trágicas e doloridas. 
Pensava: esta calmaria, com certeza, não será pra sempre, como nada é nunca.
- O que poderia acontecer pra acabar com essa fase morna? 
E se fosse a morte de algum ente querido? 
Ah, isso não, eu nem cogitava. Não gosto da morte, mesmo sabendo ser o fim de todos. Não gosto de velório, falo que se possível nem no meu eu irei e dependendo que quem morre a dor é imensa, a da morte de minha MÃE é constante, sinto saudades de tudo que vivi junto dela, minha primeira mestra, meu grande amor.
E se fosse um acidente? 
Andei cuidando mais no percurso de trânsito que faço entre minha casa e a escola. Já fui atropelada e também já sofri queda horrível ao quebrar uma peça da bicicleta, longe de mim qualquer nova dor física, as que tenho já são insuportáveis 24 horas por dia.
E se fosse perder qualquer bem material? 
Isso não me abala tanto, já perdi muito, já doei muito, poderia ter uma vida bem melhor se tudo o que já trabalhei tivesse ficado só pra mim em vez de ter usado o dinheiro pra amenizar necessidades alheias ou ter sido lesada.
E se fosse uma catástrofe climática? 
Ainda bem que moramos neste país tão abençoado, mas já tivemos a casa destruída por uma chuva de granizo em 2004 que despejou pedras de gelo do tamanho de laranjas sobre nós, fez picadinho do telhado, estragou geladeira, colchão, mesa, etc, mas nós nada sofremos e conhecemos o amor de pessoas que muito fizeram pra amenizar os estragos. Tudo aos poucos consertei ou comprei novo.
Mas a intuição estava certa. 
Havia uma mudança pra acontecer.
Me vi totalmente impotente diante da dor emocional sentida por alguém que amo muito. 
Não entendo bem isso de pessoas que deliberadamente fazem outras sofrerem. Não entendo como existe gente cruel e sem coração.
Vi quem amo muito sofrer e chorar. Chorei junto, lógico.
Poderia ter sido diferente. Penso que ela poderia ter sido tratada com mais bondade, que poderia ter havido perdão pra suas falhas, que merecia tempo pra provar suas novas intenções. 
Eu vejo as coisas do lado de cá. Dizem que a verdade tem "o meu, o seu e o próprio lado".
Hoje procuro confortá-la e espero que a vida, o tempo e a distância forneçam as respostas que ela busca. 
Quero que ela nunca perca a fé nas pessoas, que o amor guie sua vida, que os amigos (verdadeiros é redundância, pois amizade só o é se verdadeira for) riam e brinquem pela vida juntos dela, que todos os bons sonhos se realizem. 
Creio mesmo que a vida nos afasta, sempre que possível, de males maiores. 
Temos que agradecer pelas coisas e momentos bons, o diferente nos acontece pra que aprendamos a lição.
Temos que manter a fé e esperar sempre pelo melhor, pois depois da tempestade vem a bonança, da chuva vem o arco-íris, da lágrima o riso

"A mágoa e decepção vêm quando esperamos algo de alguém que esse alguém não


 está pronto para dar. A gratidão, o amor e o respeito a gente não cobra: vem de dentro se a 


pessoa tem por ela mesmo e pela vida. Ninguém dá o que não tem, cada um no seu tempo e 


aprendizado.


A vida ensina, pelo amor ou pela dor. Segue teu caminho hoje, fiel aos teus valores e não te 


justifiques para ninguém. As almas afins se sentem, as outras nunca entenderão...." ★

                                                                                                    Carolina Salcides




foto de Vini Poffo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Meditando um pouquinho...




O que quer que esteja me segurando
Com a mesma força vai me soltar!

O que quer que esteja me impedindo
Com a mesma força vai me impulsionar!
O que quer que esteja me paralisando
Vai agora com a mesma força me movimentar!

O que quer que esteja me emperrando
Vai agora me empurrar!

O que quer que esteja me limitando,
me parando, me atrasando, me freando,
me atrofiando, me cerceando …
Vai agora com a mesma força me fazer superar,
expandir, me libertar, me engrenar,
me envolver, extravasar,
me ampliar, engrandecer!

O que quer que esteja me podando,
me negando, me bloqueando,
me imobilizando, me entravando …

Vai com a mesma força me revelar,
me fazer sobressair, me afirmar,
me fazer prosseguir, me motivar
me impelir!

Estou livre dessas amarras,
dessa prisão, desse casulo,desse gesso, desse obstáculo!

Estou livre para exercer com plenitude
Tudo o que a mim o Universo confiou!

Ele confia a mim!
Ele confia em mim!
Estou pronto para assumir esse poder!













Fotos de Vini Poffo I Photography

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Vinícius, meu querido fotógrafo


Vini, meu querido, hoje é dia dos fotógrafos. 

Lembra desta foto? Você fez assim que recebeu a câmera.
 
Pois é, depois de muitos cliques, muitas horas de pesquisa, muita conversa com amigos 

fotógrafos, muitos vídeos do youtube, muitos cursinhos, muitos clientes que lhe prestigiam

 (seja sempre grato a eles), muitas compras de equipamentos, muitas pilhas comuns e 

recarregáveis, muitas tralhas acumuladas pra muitos projetos em andamento eu ainda vejo

 você percorredo este caminho, cujo único desejo é ser reconhecido por fazer o que mais ama

 na vida: FOTOGRAFAR.

Você nos encanta com suas fotos,nos faz sonhar, você sabe disso.. 

Sei que muitas são as horas difíceis, aprenda com elas. 

Jamais esqueça dos amigos que estão trilhando este caminho com você e colaborando, pois é

 bem verdade quando dizem que a estrada que nos leva é a mesma que nos traz, na vida não

 existe "mão única".

Nunca se perca e nem abandone suas raízes, por mais alto que voe e por mais que se

 distâncie.
Amo você. Acredito no seu sucesso.

Conte comigo sempre, tem meu total apoio.

Parabéns por seus dons e por escolher ser fotógrafo!

Estendo esta homenagem aos demais amigos fotógrafos e a todos que escolheram fazer da 

fotografia o amor do seu dia-a-dia.

P A  R  A  B  É  N  S  !

Orquídea do nosso jardim


 Anita e Luiza

Juliana e Gilian


Auto retrato
Fotos de Vinícius Poffo da Vini Poffo I Photography